sexta-feira, março 10, 2006

O elo perdido

Aqui há uns vinte anos, era teoria nos meios antropológicos que a passagem do Homem de Neanderthal para o Homem de Cromagnon se deu apenas na Europa do Norte, sendo que o Homem de Neanderthal, menos evoluído, se tinha fixado na Península Ibérica. Hoje os espanhóis rebatem essa teoria. Os portugueses não.
Um general romano destacado para a Lusitânia, escreveu numa carta ao Cônsul em Roma que dizia que: "Esta gente não se governa nem se deixa governar".
Desde a proto-história até à idade presente as mudanças são bem poucas e vivemos na mesma letargia.
Se a Solução Final da Alemanha nazi tivesse acontecido em Portugal, quais seis milhões quais carapuça! Não tinha morrido um único judeu e ainda hoje andávamos a nomear comissões para a construção de fornos...
E a coisa continua a seguir no seu habitual remanso, o Presidente eleito é uma figura salazarista, um pai da pátria que também não há-de esquentar nem arrefentar muito.
A queda dos regimes comunistas da União Soviética mostrou que o regime proletário não funciona. Ora o Ocidente deixou de temer que o bicho pegasse por estas bandas e nos dias que correm o capital anda à solta. Faz falta uma ruptura. A humanidadde não evolui lineramente mas por altos e baixos, por fissuras. Contudo, o sentimento de classe já quase não existe (já quase não existem sentimentos e pronto), e o estado capitalista fez as coisas bem feitas: enquanto houver alguma coisa a perder ninguém se mexe muito. Já os estadistas da Antiguidade a sabiam toda: pão, vinho e circo e a malta vai andando. Pão, futebol e a irmã Lúcia e é mais ou menos a mesma coisa. É esta a ditosa pátria de Camões...