domingo, março 05, 2006

Confusão... Perdida....

nossoautista

Tanta coisa a fervilhar… tanta coisa a querer sair… mas não há como! Não está ao meu alcance! Desistir? Arrumar por mais uns tempos? Inchar? Arranjar outro estímulo que me entretenha e me faça sentir que esqueci? Fugir mais uma vez?
Decidir? Decidir o quê? É como se todas as opções se tivessem tornado nisto, num nada repleto de confusão! Quase neurótica, porque sei o que quero, mas não consigo! Mas tão distante disso por não ser verdade! O problema é que as verdades para mim são realmente efémeras, desvanecem com uma rapidez que eu dou conta, mas tento não ver para não me confundir ainda mais… é horrível! São como estilhaços de espelho que há muito se perderam na pequenez do meu imenso mundo, então o reflexo de quem sou nunca se chega realmente a juntar… um dinamismo caótico que acaba por mostrar sempre o mesmo! Sempre o mesmo… os mesmos sentimentos… sempre o eu como tema contagiante por não ter chegado a entender nada!

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não parece o discurso de alguém nosso conhecido?
Claramente, estamos perante o movimento de apontar a dois, não um para o outro, mas ambos referenciando instrumentalidades comuns, fora de si, aceites consensualmente, criando desta forma conceitos internos, porque internalizados. Assim, a partilha que se faz fora, sobre objectos que veiculam significados culturais, serve para ecoar os passos percorridos e por percorrer na ressonância do acontecer mútuo (mas aqui já não necessariamente alternante)
Este processo prolonga-se enquanto os significados partilhados e posteriormente internalizados se forem acumulando, em parte, fruto de experiências prazenteiras referenciadas a dois.
Só o acumular de signos-significado dará origem ao conflito neurótico. Caso contrário a dúvida estará na procura e não na oposição de conteitos internos.

2:19 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Por outro lado, os imagos carecem de insight, ou seja, não se pode ainda, sequer, falar em "apontar a dois", pois só um existe. E mesmo esse encontra-se tanto fragmentado como espartilhado; a rigidez dos processos mediativos contrasta com o padrão fragmentado e impulsivo de ideação, isto apesar da elaboração do processamento, que, ao mesmo tempo, impede e falilita, cria e destrói.

2:32 a.m.  

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