O pescador já viu de tudo...
Aprazível. Podia ser essa a palavra. Uma mulher aparece morta, bóia à média luz nas águas paradas do cais. E a imagem é, antes do mais, aprázível.
Duas gaivotas e um pescador observam-a enquanto passa: a boca entreaberta e os seios um pouco de lado e fora da àgua.
Passa-lhe entre os braços, por entre as pernas sinuoso, um cardume de peixes. Tainha de rio, pensa o pescador e lançam-se as gaivotas.
A morte viaja lenta pelo cais e tem a forma de uma mulher nua com peixes e gaivotas.
O pescador já viu de tudo. Fuma tabaco de enrolar e cospe pedaços de mortanha para o rio. Tudo passa.
Duas gaivotas e um pescador observam-a enquanto passa: a boca entreaberta e os seios um pouco de lado e fora da àgua.
Passa-lhe entre os braços, por entre as pernas sinuoso, um cardume de peixes. Tainha de rio, pensa o pescador e lançam-se as gaivotas.
A morte viaja lenta pelo cais e tem a forma de uma mulher nua com peixes e gaivotas.
O pescador já viu de tudo. Fuma tabaco de enrolar e cospe pedaços de mortanha para o rio. Tudo passa.

5 Comments:
E não veio um tubarão que a comeu?
O Homem nunca se banha no mesmo rio duas vezes...
Quem nao foi ao mar, nao é homem!
muito bom. Adoro a imagem e arrepio-me c a realidade!
chapa-te às ondas hé 'migo!
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