Sem outras palavras
Todos os poemas que não sei escrever.
Rosas, canela. Campos de trigo. Passa uma rapariga. Cheiro a saudades e a inocência. A espuma do mar em manhãs frias de Inverno. Xailes negros. Olhos claros. Cheiro a algas, madeira e suor.
Cidades, perfumes, mulheres bonitas. Cheiro a asfalto, enredos com demasiada gente. Oito da manhã de noites longas. Caixas de fruta e legumes. Imagens estáticas. Catedrais góticas. Templos orientais.
O deserto...
Onde?
A ressaca das ondas, amanhã, há-de deixar para trás esculturas várias, arabescos barrocos, pegadas de gaivotas.
Quem és tu - quando dormes?
Não há vozes que te cantem. Em poemas boémios, por uma mulher descalça.
Sortes e amores de navalha.
Quem és tu se não te cantam os romeiros?
Há um tango explícito, algures, na nossa vida.
Quem és tu, se não for por ti que gemem de dor e cansaço todas as canções de todos os poetas?
Rosas, canela. Campos de trigo. Passa uma rapariga. Cheiro a saudades e a inocência. A espuma do mar em manhãs frias de Inverno. Xailes negros. Olhos claros. Cheiro a algas, madeira e suor.
Cidades, perfumes, mulheres bonitas. Cheiro a asfalto, enredos com demasiada gente. Oito da manhã de noites longas. Caixas de fruta e legumes. Imagens estáticas. Catedrais góticas. Templos orientais.
O deserto...
Onde?
A ressaca das ondas, amanhã, há-de deixar para trás esculturas várias, arabescos barrocos, pegadas de gaivotas.
Quem és tu - quando dormes?
Não há vozes que te cantem. Em poemas boémios, por uma mulher descalça.
Sortes e amores de navalha.
Quem és tu se não te cantam os romeiros?
Há um tango explícito, algures, na nossa vida.
Quem és tu, se não for por ti que gemem de dor e cansaço todas as canções de todos os poetas?

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