O Complexo de Spielberg
Adoro o mar. Tenho sido frequentemente transportada para perto do mar, quer fisicamente, quer por meio de imagens visuais... algumas descritas e bem escritas, outras por circunstâncias e preâmbulos das minhas sinapses.
Sinto pelo mar muito daquilo que ouço outros dizerem que também sentem, mas como estes são os meus sentimentos, para mim são mais fortes que os dos outros. Adoro o cheiro do mar, que convido a invadir-me sempre que chego à costa. Logo aí apresenta-se a sua presença imponente, imensa, não visto mas já sentido. Esteja bravo, em revoluções de espumas e águas rápidas, ou muito calmo, espelhado ou brincalhão, nunca deixa de ser único.
Vê-lo, cheirá-lo, inalá-lo, senti-lo em toda a volta... não lhe escapa nada, nem o nosso mais pequeno poro. Como é fantástico quando ele (ou ela, como muitos assim crêem) nos deixa entrar e deleitar, fazer um pouco parte de si, como talvez já teremos sido um dia.
MAS ... em 1975 tudo mudou! As sociedades chamadas de ocidentais passaram a ter que sobreviver ao Complexo de Spielberg. Desde essa data, todas as gerações de então, e as futuras também, ficaram afectadas por este complexo. Por mim falo. Quantas não são as vezes em que me sinto isolada e sozinha, a boiar sobre uma imensidão de água à minha volta. Sinto-me de imediato extremamente relaxada, em plena harmonia com a Natureza, mas esta sensação é de breve duração.
Segundos depois de conseguir relaxar, começo a imaginar seres enormes que vêem do fundo daquela escuridão, a imensa massa de água, sendo as minhas perninhas agitadas o isco que serve ao monstro como guia ou farol a seguir. A única reacção possível, depois de variadas imagens mentais deste calibre, é começar com a maior celeridade a nadar de volta para a costa e para perto de mais perninhas agitas. O mais frequente é sair da água e ficar a fitá-la, num misto de incredulidade... sabendo o quão absurdo aquele medo parece ser.
Sinto pelo mar muito daquilo que ouço outros dizerem que também sentem, mas como estes são os meus sentimentos, para mim são mais fortes que os dos outros. Adoro o cheiro do mar, que convido a invadir-me sempre que chego à costa. Logo aí apresenta-se a sua presença imponente, imensa, não visto mas já sentido. Esteja bravo, em revoluções de espumas e águas rápidas, ou muito calmo, espelhado ou brincalhão, nunca deixa de ser único.
Vê-lo, cheirá-lo, inalá-lo, senti-lo em toda a volta... não lhe escapa nada, nem o nosso mais pequeno poro. Como é fantástico quando ele (ou ela, como muitos assim crêem) nos deixa entrar e deleitar, fazer um pouco parte de si, como talvez já teremos sido um dia.
MAS ... em 1975 tudo mudou! As sociedades chamadas de ocidentais passaram a ter que sobreviver ao Complexo de Spielberg. Desde essa data, todas as gerações de então, e as futuras também, ficaram afectadas por este complexo. Por mim falo. Quantas não são as vezes em que me sinto isolada e sozinha, a boiar sobre uma imensidão de água à minha volta. Sinto-me de imediato extremamente relaxada, em plena harmonia com a Natureza, mas esta sensação é de breve duração.
Segundos depois de conseguir relaxar, começo a imaginar seres enormes que vêem do fundo daquela escuridão, a imensa massa de água, sendo as minhas perninhas agitadas o isco que serve ao monstro como guia ou farol a seguir. A única reacção possível, depois de variadas imagens mentais deste calibre, é começar com a maior celeridade a nadar de volta para a costa e para perto de mais perninhas agitas. O mais frequente é sair da água e ficar a fitá-la, num misto de incredulidade... sabendo o quão absurdo aquele medo parece ser.
Se for vítima do mesmo tipo de sintomas e não precebe a causa, esclareça-se sobre a sua origem em: http://www.filmsite.org/jaws.html.
A culpa é do criador?
É da nossa mente que intrepreta subjectivamente os sinais?
Será este novo instinto de sobrevivência, vital para as gerações futuras (talvez no tempo do novo dilúvio)?
Será que algum dia voltarei a nadar em paz?
Rantanplan dixit


3 Comments:
Vou falar com o pessoal, a ver se terás livre-trânsito para nadares à vontade.
Como em tudo devemos começar pelas tarefas mais simples e acessiveis de fazer sozinho(a. Rantamplant descreve a tranquilidade que o mar lhe transmite mas que não lhe deixa tocar.
Comeca por dizer que gosta, a meio justifica a dúvida, no final levanta a hipotese de solucao.
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