Noite
A prepotência do toque é assumida como um horror que desconcerta.
Existes. Na ausência absoluta das mãos. Na negação da pele. Flagrante como um pensamento. Penso - nuca, dedos e tremores. Mas não as minhas mãos na tua nuca.
Dóis-me como um cravo em Abril.
A arquitectura orgânica do corpo.
Olhos. Abraço os meus olhos e descem cansadas as pálpebras.
Noite e orvalho. Seguro navalhas.
O teu corpo é uma paisagem torturada de imprevistos. E não se pertence.

2 Comments:
Ela e as navalhas...
Pois é, tenho que me deixar disso...
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