sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Noite

A prepotência do toque é assumida como um horror que desconcerta.
Existes. Na ausência absoluta das mãos. Na negação da pele. Flagrante como um pensamento. Penso - nuca, dedos e tremores. Mas não as minhas mãos na tua nuca.
Dóis-me como um cravo em Abril.
A arquitectura orgânica do corpo.
Olhos. Abraço os meus olhos e descem cansadas as pálpebras.
Noite e orvalho. Seguro navalhas.
O teu corpo é uma paisagem torturada de imprevistos. E não se pertence.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ela e as navalhas...

1:10 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

Pois é, tenho que me deixar disso...

12:59 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home