segunda-feira, fevereiro 13, 2006

A minha cidade

A minha cidade é lassa. A minha cidade é devassa, amoral e estranhamente alheia.
Abre-se tanto às ondas do mar que parece estar sempre a pedir que a deixemos, que nos vamos embora.
A minha cidade é uma amante sem brio, oferece o corpo à despedida.
Terminal e vagabunda, sabe talvez que haveremos sempre de lhe regressar ao leito.
A minha cidade é, definitivamente, uma mulher; tem por segredo o calor do interior das coxas.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Tu lá sabes o que é fazer de um momento, horas a pensar em ti.

8:05 p.m.  

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