Um barco no mar
Afundou-se hoje um navio e o mar está todo azul. A quilha adivinha-se ainda no rescaldo da vazante.
Afundou-se hoje um navio num terreno gritante de gaivotas e o sol de Inverno ilumina bem a sua ausência.
Vesti-me de branco, um fato a condizer com o Domingo e vim para a praia fixar os olhos no ponto agonizante onde a quilha se perdeu.
Vesti-me de branco para melhor fixar a sua ausência.
Os marinheiros resgatados bebem e praguejam nos bares próximos da praia. Enchem a noite com o seu riso fácil e as suas tatuagens azuis.
Em tornos deles esvoaçam mulheres que os hão-de beijar por dinheiro.
Há um halo de honestidade na vida destas pessoas.
Bebem vinho barato e dançam, tropeçando sensuais, misturando as carnes.
Vesti-me de branco e juntei-me a elas.
Afundou-se hoje um navio num terreno gritante de gaivotas e o sol de Inverno ilumina bem a sua ausência.
Vesti-me de branco, um fato a condizer com o Domingo e vim para a praia fixar os olhos no ponto agonizante onde a quilha se perdeu.
Vesti-me de branco para melhor fixar a sua ausência.
Os marinheiros resgatados bebem e praguejam nos bares próximos da praia. Enchem a noite com o seu riso fácil e as suas tatuagens azuis.
Em tornos deles esvoaçam mulheres que os hão-de beijar por dinheiro.
Há um halo de honestidade na vida destas pessoas.
Bebem vinho barato e dançam, tropeçando sensuais, misturando as carnes.
Vesti-me de branco e juntei-me a elas.

1 Comments:
Muito bem!
Temos a autista de volta?
Gostei da imagem. Por vezes é bom demorar as ideias e os virtuais olhos por pormenores do dia a dia... muitos esquecidos ou a no esquecimento cair!
Gosto da forma como escreves e descreves :D
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