Cabala/"Mal de Vivre"
Desmesurados sentimentos de inércia como vagas incompatíveis com o meu peito fraco. Apetecem-me febres intensas que me validem a vontade de prostração mais do que todas as razões que possa apresentar à minha alma e nenhuma ser cabal.
Vozes do meu passado... inconsciência severa que me tornava a dolência primaveril e de algum modo fértil.
É inconcebível que o vento não morda as mãos e me não derrube os membros. É impensável qua a vergonha de estar vivo não nos encha os dias de loucura.
A tragédia é vivermos. A única tragédia é essa.
Cabe cumprir cada uma das horas com precisão aritmética e sem justiça nenhuma.
A mim o mistério das cúpulas das catedrais não ser outro senão o meu desejo de que haja um mistério.
A mim a fome do infinito e a miséria do infinito.
Florestas de ramagens altíssimas por onde não entra a luz e por onde não entra nada.
Animais fulvos das florestas inventadas que me povoam o coração mais do que tudo.
Por cima de quantos mundos, unicamente o mar. Mar perfeito, mar sombrio. A insensatez do sal e a brancura da espuma.
A luz sadia de uma manhã em que nada aconteça espalhando-se cabalista sobre o Inverno da minha vida.
Vozes do meu passado... inconsciência severa que me tornava a dolência primaveril e de algum modo fértil.
É inconcebível que o vento não morda as mãos e me não derrube os membros. É impensável qua a vergonha de estar vivo não nos encha os dias de loucura.
A tragédia é vivermos. A única tragédia é essa.
Cabe cumprir cada uma das horas com precisão aritmética e sem justiça nenhuma.
A mim o mistério das cúpulas das catedrais não ser outro senão o meu desejo de que haja um mistério.
A mim a fome do infinito e a miséria do infinito.
Florestas de ramagens altíssimas por onde não entra a luz e por onde não entra nada.
Animais fulvos das florestas inventadas que me povoam o coração mais do que tudo.
Por cima de quantos mundos, unicamente o mar. Mar perfeito, mar sombrio. A insensatez do sal e a brancura da espuma.
A luz sadia de uma manhã em que nada aconteça espalhando-se cabalista sobre o Inverno da minha vida.

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