STOP!
Há mesmo um grupo de pessoas que, constantemente, antecipam aquilo que julgam que os outros querem ouvir.
Durante grande parte das suas vidas os outros grupos de pessoas acreditam no que ouvem, aquilo que os outros julgam que eles querem ouvir. Condena-se assim vários grupos de pessoas a viverem na dependência do que julgam que é.
A felicidade e o sonho tornado realidade a todo o momento desenvolvem uma segurança desconhecida até então, provocando um evitamento de sinais que a possam meter em causa.
Este evitamento nasce da certeza da nova dependência e do novo conceito de segurança.
A felicidade e o sonho tornado realidade a todo o momento desenvolvem uma segurança desconhecida até então, provocando um evitamento de sinais que a possam meter em causa.
Este evitamento nasce da certeza da nova dependência e do novo conceito de segurança.
Esta dependência de segurança vai abafando a dúvida que emerge a medo de a poder sentir; descontrolo sentido como dor no vazio, ansiedade de satisfação imediata e angústia que chega a dar prazer , que vicia, envergonha e irrita; culpa por acreditar naquilo que julga querer ouvir. A fantasia por querer puxar e exceder os limites da recém-segurança é alimentada a dois. Alimenta-se do que se julga que é ( crença dos outros grupos de pessoas) e do que ainda não é (primeiro grupo de pessoas). Entenda-se "ainda não é" como o desejo de vir a atingir alguma coisa com a "ajuda" daqueles que julgam saber o que é melhor para eles os dois.
Esta dependência cresce no momento em que já foram derrubadas as referências para poderem acreditarem no que desejam para elas, se aquilo que as sempre manteve vivas e relacionais na sua história pessoal, ou aquilo que um grupo de pessoas, somente por intuir ( projectando-se assim) o que o Outro precisa de pensar para se realizar a ele próprio, proporciona.

2 Comments:
Complexo será para quem não sentir. Simples para quem se viu ou se encontra dependente de grupos rigidificados. Neste artigo vi imensos grupos... retrato actual de parte da sociedade. Ouve-se o que se gosta. Diz-se o que o Outro quer ouvir. Contudo, com o tempo cansa tanta superficialidade, e busca-se o que fica por dizer... o que é sentido e noutras formas se revela. Pois dizer não se pode... mas comportamentos são diversos... falados, escutados, sentidos, vividos, observáveis... ditos e não ditos...
Pulguita
Infere-se sempre mal, partindo de conceitos formados em realidades dúbias. O conceito forma-se por efeito de espelho. Ninguém nos diz se a imagem é convexa, côncava, ou mesmo se existe imagem. Ideações ilusórias resultam em angústias por coisa nenhuma... O problema é que os espelhos nos são necessários, o outro é o que nós somos. Oh, incompetência tamanha de nos não bastarmos ou de não olharmos com olhos de ver para as coisas conforme se nos apresentam... Isto e mais.
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