quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Deste este dia, passou muito tempo...

Amadurecem as pombas em voo picado e soltam-se finalmente dos ramos.
O sol ensurdece-me mas não queima a pele para sempre branca e o desenho azul das veias são arabescos na paisagem de Inverno. As árvores serão para sempre frondosas e a minha vida é eu pensar nelas.
Páro indiferente e tenho das coisas uma memória sumida. Apetece-me coisa nenhuma e ponho nisso todo o meu sentido.
A minha vida passa-se totalmente nos sítios onde não vou e o tempo passa e desacredita-me todas as conjugações do verbo.
Não tenho saudades de nada. As mãos onde deveria ter guardado as saudades baloiçam suspensas no ar. Num quarto fechado, e eu perdi-lhe a chave.

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

a maior parte das vezes a chave está lá, no sitio onde a costumamos guardar...

10:48 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

Isso é onde?!...

10:18 a.m.  

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