sexta-feira, janeiro 13, 2006

Champ de blé aux corbeaux

Imagine-se um espantalho. Vastíssimos campos de trigo suspensos no nada e azul. Céu. Estrondoso.
Monocromático.
Na violência seca do mês de Agosto.
Um campo de trigo de espirais amarelas onde Vincent tenha ferido os pés. A alma em convulsões de cor.
Demasiada alma e só. Sempre só.
Que importam os corvos...
Que coisas ouvias? Que vozes de que fantasmas ecoavam no claustro vazio dos teus dias?
Nem sonhos, Vincent, podias sonhar - tal o tamanho de estares só.
Consciente dessa sílaba que te arranhava os pés mais do que tudo.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Sim

10:19 p.m.  

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