À tarde, ao vento.
Nem sei bem onde se ficou. Quando foi a última vez? Já lá vão muitos anos.
Ainda o sol ia alto, as pernas a bambar no muro alto da praia. Uma garrafa de cerveja suspensa ao sol e mato por baixo, ao fundo.
Silêncio e de vez em quando palavras poucas.
"Não há ondas..."
Gaivotas e o vento entre os cabelos. Mais silêncio. O silêncio é bom. Andamos muitas vezes entupidos de palavras.
"É, mar chão... Foste ao outro lado?"
"Tá pior..."
"Hum..."
Não vale a pena mais nada. As pessoas são clássicos. Reinventadas na nossa memória. Devagar... sem estragar nada...

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