Mea culpa
Ando á tua procura desde o meu passado. Na verdade tens sido imensamente displicente. Não estavas comigo nos meus piores momentos, nem tão pouco nos melhores. Falhaste nos meus momentos de mais vida. Eu cresci, para que saibas, na indefinição das coisas. Nunca soube muito bem nada, cresci por mim no meio do tanto que julguei estar a construir. Nada. Não me soube a nada. Não trouxe nada. Tenho esta ideia obcecada de ti que nunca me leva a lado nenhum a não ser ao ponto de partida,... que lugar tão comum. Se falhei? Não sei... tenho culpa do que é bom e do que é mau. Uns momentozitos aqui ou ali que dão a ideia da simbiose e que até me fazem fazer promessas de cama. Sabes bem que promessas de cama acordam connosco pela manhã e já não andam por ali no momento da chávena de café. E é por isso tudo que falhei e que falhaste, indissociável é o facto de que é isto tudo que nos traz assim.

2 Comments:
o raio dessa emoção (culpa) é um fardo que se carrega estupidamente. Raios partam a tradição católica de ver as relações.
Essa ideia obsoleta de termos a culpa como negativa já foi ultrapassada..mas vou pensar em tornar-me budista onde a culpa é substituida pela responsabilidade..será que as coisas mudam assim?
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