As traseiras das nossas casas
Não remexas no meu passado,
Lembra-te que estou aqui
Numa estrela a pulsar de luz.
Galaxia inconstante de poeira que se desfaz
Tenho um nervoso miudinho que me faz avançar e me torna clarividente de coração magoado. Todo este lamento de quem quer algo mais do que esta vida mexida num movimento parado do quotidiano e rotina, quando no jardim lá fora, há vozes que nos chamam para uma brincadeira de gente grande e não é como é cá dentro de nós, que fingimos até doer o lado negro da lua... implantado num crepúsculo de que não nos libertamos porque os homens ainda não descobriram que a vida é bela. É nesta mistura sebastiana que me deixará roxa de raiva porque sinto sempre que os momentos me passaram entre as mãos e eu, sim, eu não agarrei nada.
Olho á minha volta e fico espantada.
E eis que lá vens tu. Não sei se sabes ,mas pessoas como tu não pisam formigas, caminham sim ao seu lado. Estás ca por mim. Estou cá por ti... Trouxe-te de herança que nos olhos quando me vim embora daí. E quando as vezes me dizem que tenho um olhar translúcido, que me traí a cada momento, sinto que não consigo fazer mais nada que sorrir, por exemplo...para o senhor que me vende as castanhas assadas e me diz que o Verão vai voltar. Mesmo assim ainda cá estás...e lá estás a olhar por mim com um olhar interessado, e eu perplexa. Raios! e logo agora que derrepente eu começava a achar que já ninguém tinha importância, surges tu com aquelas letras enigmáticas. Fazes-me perder a vontade de ir embora...é que acabaram-se as castanhas.
Lembra-te que estou aqui
Numa estrela a pulsar de luz.
Galaxia inconstante de poeira que se desfaz
Tenho um nervoso miudinho que me faz avançar e me torna clarividente de coração magoado. Todo este lamento de quem quer algo mais do que esta vida mexida num movimento parado do quotidiano e rotina, quando no jardim lá fora, há vozes que nos chamam para uma brincadeira de gente grande e não é como é cá dentro de nós, que fingimos até doer o lado negro da lua... implantado num crepúsculo de que não nos libertamos porque os homens ainda não descobriram que a vida é bela. É nesta mistura sebastiana que me deixará roxa de raiva porque sinto sempre que os momentos me passaram entre as mãos e eu, sim, eu não agarrei nada.
Olho á minha volta e fico espantada.
E eis que lá vens tu. Não sei se sabes ,mas pessoas como tu não pisam formigas, caminham sim ao seu lado. Estás ca por mim. Estou cá por ti... Trouxe-te de herança que nos olhos quando me vim embora daí. E quando as vezes me dizem que tenho um olhar translúcido, que me traí a cada momento, sinto que não consigo fazer mais nada que sorrir, por exemplo...para o senhor que me vende as castanhas assadas e me diz que o Verão vai voltar. Mesmo assim ainda cá estás...e lá estás a olhar por mim com um olhar interessado, e eu perplexa. Raios! e logo agora que derrepente eu começava a achar que já ninguém tinha importância, surges tu com aquelas letras enigmáticas. Fazes-me perder a vontade de ir embora...é que acabaram-se as castanhas.

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