Os pobres do século XXI
(excerto retirado do Manual para Iniciantes do Método Rantanplant, cap. 2 "Um tipo de pobres Rantanplans", pp. 39)
O pobre é uma qualidade de gente soberbamente ostensiva e que gosta de exibir, pela seguinte ordem:
a) Sistemas sonoros de alta fidelidade encrustrados nas bagageiras de fiats uno ou outros veículos utilitários devidamente "kitados" com pelo menos duas camadas de autocolantes fuleiros e meia dúzia de ursos de peluche com o equipamento do benfica ou de outro clube de futebol desses. Esses veículos vêm-se na obrigatoriedade de passar uma média de 20 horas por dia nos parques de estacionamento de grandes superfícies, ou mesmo em centros comerciais mais rascas desde que aí exista um jumbo ou um continente.
Desses vomitórios (leia-se colunas) ouvem-se berrar toda a qualidade de artistas do hip-hop, transe e também o Dino Meira de forma igualitáriamente democrática: comem todos os que estiverem num raio de pelo menos cinquenta quilómetros.
b) Quantidades e quantidades de sacos de comida na sua maior parte compostos por snacks - doces e salgados - com toda a gordura, sal e corantes a que se tem direito e que vão parar por artes mágicas à bagageira onde já se encontram as colunas do hi-fi aos berros.
c) Enormes cus. O cu dos pobres é uma violência contra a sociedade e um desafio não só às leis da gravidade como também ao sentido estético de qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. As pessoas que, com ou sem bom senso, pesarem menos de cinquenta quilos, arriscam-se a ir de rojo se muito próximas. Os pobres são uma gente rebelde e com pouca paciência para esperar ou deixar passar seja quem for.
Por perto, é vulgar encontrar crianças com ar desagradável e triciclos plásticos.
O pobre é uma qualidade de gente soberbamente ostensiva e que gosta de exibir, pela seguinte ordem:
a) Sistemas sonoros de alta fidelidade encrustrados nas bagageiras de fiats uno ou outros veículos utilitários devidamente "kitados" com pelo menos duas camadas de autocolantes fuleiros e meia dúzia de ursos de peluche com o equipamento do benfica ou de outro clube de futebol desses. Esses veículos vêm-se na obrigatoriedade de passar uma média de 20 horas por dia nos parques de estacionamento de grandes superfícies, ou mesmo em centros comerciais mais rascas desde que aí exista um jumbo ou um continente.
Desses vomitórios (leia-se colunas) ouvem-se berrar toda a qualidade de artistas do hip-hop, transe e também o Dino Meira de forma igualitáriamente democrática: comem todos os que estiverem num raio de pelo menos cinquenta quilómetros.
b) Quantidades e quantidades de sacos de comida na sua maior parte compostos por snacks - doces e salgados - com toda a gordura, sal e corantes a que se tem direito e que vão parar por artes mágicas à bagageira onde já se encontram as colunas do hi-fi aos berros.
c) Enormes cus. O cu dos pobres é uma violência contra a sociedade e um desafio não só às leis da gravidade como também ao sentido estético de qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. As pessoas que, com ou sem bom senso, pesarem menos de cinquenta quilos, arriscam-se a ir de rojo se muito próximas. Os pobres são uma gente rebelde e com pouca paciência para esperar ou deixar passar seja quem for.
Por perto, é vulgar encontrar crianças com ar desagradável e triciclos plásticos.

1 Comments:
dá deus nozes a quem não tem dentes; dá deus dinheiro a quem tem shunings; dá deus batatas fritas a quem tem placa de dentes e colunas a quem não ouve; cus grandes a quem não faz strip epor adiante! isto por aqui diz não é justo...
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